Primeiro texto de 2018 e eu estou animada, e preciso deixar registrado que eu amei 2017, mesmo com toda porrada que eu levei.

O ano passado foi uma espécie de divisor de águas na minha vida, um ano de muita reflexão e de muitas decisões dolorosas, mas necessárias para que eu pudesse evoluir mais um pouquinho, subir mais um degrau desta minha escada pessoal.

E tirando a família de sangue, que esteve ao meu lado como sempre, venho aqui fazer uma declaração de amor à todas as mulheres maravilhosas que eu tenho a sorte de chamar de amigas e que têm sido essenciais na minha vida desde que eu era bem criança, logo quando comecei a lotear o coração.

Este ano eu completo não apenas 40 anos de idade, mas de sorrisos e lágrimas compartilhadas, de segredos escondidos em papéis, de abraços anestésicos e de gargalhadas antibióticas. De brigas ridículas que nem lembramos mais o motivo e de histórias que caberiam em vários volumes de livros e de que eu tenho tanto orgulho de ter vivido.

Eu penso na quantidade de vezes que escutei alguém dizer “amizade entre mulheres não existe!” e tento entender porque um dia eu sequer cogitei acreditar nessa possibilidade.

Talvez porque as mulheres são sim competitivas, confusas, falam todas ao mesmo tempo. Se apaixonam e sofrem por amores platônicos, entregam seus corações para histórias fantasiosas e cheias de dramas, derramam lágrimas no primeiro sinal de alteração hormonal e depois pedem desculpas pelo transtorno causado. São tão complicadas que melhor seria se funcionassem igual aos homens, diriam os impacientes.

E confesso que já tentei viver sem elas por um tempo, em momentos estranhos que hoje, quando olho pra trás, eu nem sabia quem eu era direito.

Percebi que, todas as vezes que eu me afastei delas
eu também me afastei de mim… é algo estranho,
mas que os anos me fizeram enxergar.

A verdade é que no fim do dia, quando a maquiagem está derretida e o cabelo despenteado, sempre vai existir uma amiga pra te dizer que você está linda, que você tem mais sorte que azar, e que a vida é bela apesar de tudo. E tem muito homem que sabe do que eu estou escrevendo e que agradece todos os dias pelas mulheres que tem na sua vida e que melhoram tudo como se fosse mágica.

Então um brinde ao “miga, sua louca”. Que em 2018 eu possa abraçar todas muito mais vezes do que em 2017, que possamos sorrir e chorar das desgraças que, né, infelizmente não vão sumir, mas que podem ser amenizadas se ao invés de enfrentar tudo sozinhas pudermos compartilhar … nem que seja à distância.

Feliz Ano Novo!

HAHAHA COMO NÃO AMAR GIF DE GLITTER DA HELLO KITTY HAHA SOCOOORRROOO BEIJO PRAS MIGAS

Adriana Tozzi
Author

Eu sou Adriana Tozzi, curitibana, professora, engenheira, cantora de karaokê e mãe da melhor pessoa que eu já conheci ❤.

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